| Comentário - III Trimestre 2010 - Lição 4 |
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| Escrito por Moises Sanches Jr |
| Sex, 23 de Julho de 2010 14:16 |
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Justificados pela Fé Verso para Memorizar: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Romanos 3:28). Objetivos:
Ao encerrarmos a lição da semana passada, pelas palavras e Paulo pudemos entender a triste condição em que nos encontramos. Paulo nivelou a todos por baixo: TODOS PECARAM. Igualmente verdadeira é a condição de expectativa: TODOS CARECEM DA GLÓRIA DE DEUS. O capítulo 3 de Romanos, concentra a essência não só da resposta a esta condição deplorável a que o pecado nos reduziu, mas também a essência de todo o livro e do plano da Redenção. É não só o capítulo mais importante do livro, mas, guardadas as proporções, talvez o mais significativo texto de toda a cristandade no tocante a salvação em Cristo. É uma pena que, infelismente, nem sempre é adequadamente compreendido, seja pelos que insistem em trilhar o árido caminho do legalismo, ou pelos que inadvertidamente, caminham pelas largas avenidas do liberalismo. O texto central (Rom. 3:28) é a chave do dilema - "O homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei" São inúmeras as questões que podem ser levantadas deste texto: Se é a fé que nos justifica, pra que a lei? Se a justificação é boa e vem da fé, a fé é igualmente boa, e portanto, se a lei não justifica, isso é mal, e logo, a lei é má também, então, pra que precisaria dela? Se o plano da salvação é algo perfeito, e a lei é má, ela não pode pertencer ao plano, pois ele é perfeito e não admite o mal, não é verdade? Se a fé é que me justifica, e uma vez justificado, sou considerado santo, então, não preciso fazer nada, uma vez que se tentar fazer, estou praticando as obras da lei, e portanto, não serei justificado? O mais incrível deste tipo de perguntas, é que, mesmo contendo um erro lógico em sua construção, todas elas tem uma parcela de verdade em sua argumentação. Este tem sido o formato utilizado por Satanás desde que o mundo é mundo - misturar a verade com o erro, e desviar o foco. Deixe-me sugerir que você olhe para uma frase que propositadamente excluí do verso de Rom. 3:28. O texto não começa como eu escrevi. O texto começa dizendo: "CONCLUÍMOS, POIS, QUE...." Ora, se o texto é a conclusão, não é aqui que encontramos a explicação da verdade que o texto ressalta. Temos que procurá-la nos textos que antecedem a discussão, e que levaram a este tipo de conclusão. A conversa começa um pouco antes, e portanto, precisamos olhar o que estava sendo discutido, pra depois "concluirmos algo sobre a conclusão". Em, Romanos 1, 2 e 3(até o verso 18), Paulo iniciou um debate com seu oponente virtual a respeito da condição humana. Ao olhar para o mundo, ele divide em 3 grandes grupos aqueles a quem vê: Pagãos, Judeus e gentios (gregos). Paulo parece colocar enfileirados esses três grupos, e como em uma revista de exército, criva à luz da lei o caráter dos 3 grupos, e sua conclusão é a de que nem pagãos, nem gentios e nem judeus são considerados aprovados diante do padrão que é proposto pela Santa Vontade de Deus - Sua Lei. Ao fazer isso, Paulo ao mesmo tempo em que configura claramente a amplitude do pecado humano, acaba apresentando um princípio que regerá toda a discussão do livro de Romanos: A LEI é pra Todos. A lei não é para judeus, ou para pagãos ou para gentios, é pra todo mundo. O verso 3:19 confirma essa idéia: "Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus." Não existe um grupo especial que não seja atingido pela lei, pela simples razão de que TODOS PECARAM (v. 23). Se esta é nossa condição, então pra que serve a lei? O verso19 começa dizendo "Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz...", ou seja, da lei provém o conhecimento do pecado. Sem a lei, não sabemos que pecamos, aliás, sem a lei, o pecado simplismente não existe. Como já disse anteriormente, o jeito mais rápido de acabar com os erros do mundo inteiro é extinguir todas as leis, pois sem lei, não haverá conhecimento do erro, e por conseqüência, não haverá mais nada que seja errado. Por que é tão fácil encontrar pessoas que desejem se livrar da lei de Deus, mas quando proponho retirar as leis do mundo, elas simplismente me chamam de louco? O princípio lógico é o mesmo, mas por que funciona com um lado da moeda e não funciona do outro? É simples: O erros cometidos frente as leis do mundo eu dou conta de pagar. Os erros cometidos frente a lei de Deus, eu não tenho como pagar. (O preço é a morte). É o argumento do v. 21- "Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado." Bem, talvez você então me diga o seguinte: Deus criou um padrão tão alto que ninguém, a não ser Ele mesmo, consegue seguir? E se é assim, Deus não é justo. Novamente estamos olhando a questão de trás pra frente. Deus não criou um padrão tão alto que nós não possamos seguir. Nós é que nos tormamos tão baixos que não podemos mais alcançar o padrão sozinhos. Pense em ter que trocar a lâmpada do quarto sem a ajuda do banquinho. O problema não é a altura da lâmpada, e sim a minha altura. Quando Deus criou a lei, o ser humano era perfeito, o universo era perfeito, e todos a cumpriam prazeirosamente e naturalmente. Porém, Deus criou o ser humano livre, e portanto, com amplas condições de discordar de Deus. Ao fazê-lo, ele perde a condição de ser perfeito e entra em uma nova condição - Pecador. Nessa nova condição, os padrões de Deus se tornam intangíveis, e a descrição dos versos 1 ao 18 de romanos 3 se figuram como a triste realidade. (E o pior é que o banquinho precisa ser cada vez mais alto.) Para esta dura condição, aparecem os versos 22, 24 e 25 de Romanos 3: Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença. Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; Ouvi um Amém?! Perceba que estes versos concentram todo o plano e personagens da redenção nas palavras em negrito: Deus -> Cristo -> Justiça -> Sangue -> propiciação -> Justificação -> Graça -> Remissão -> Redenção -> Fé -> Paciência. Somente sobre essa seqüência poderíamos convesar o resto do ano, e não esgotaríamos o assunto. Há porém, um fato central que precisa ficar claro. O pecado tem um preço, e o preço é a morte. A justiça, que se ancora na lei de Deus, exige isso. Nós somos salvos pela graça, porém, não de graça. Alguém tem que pagar o preço, e este alguém tem que ser justo. Como Deus é justo, Ele paga o preço. Nisto reside a graça. Este é o ponto de desvio da contrafação de Satanás. A partir deste ponto Satanás propõe duas alternativas para o mal que ele mesmo originou: 1. Você pode pagar o preço, afinal, Deus te convida para ser Santo - e isto conduzirá você a uma tentativa de guardar a lei sem a presença e o poder de Deus. O resultado funesto será uma vida de aparências e de lamúrias. 2. O preço é impagável para o humano, portanto, você não tem qualquer responsabilidade por ele - Deus paga, e você segueo sua vida, afinal, Ele te criou, Ele é responsável, Ele pagou, e você não tem nada com isso. Ele te ama tanto que quer que você viva uma vida totalmente livre de qualquer preocupação - Essa forma de pensar gera um total descompromisso com a Lei, e pior, é como dar um "bico no banquinho", ignorando o convite de Deus para que sejamos Santos n'Ele, para que que vivamos pelo Seu poder concedido pela fé em Cristo uma vida digna de sermos chamados Filhos de Deus. Tal tipo de liberalismo ou "graça barata", simplismente ignora o texto de I João 2:6 "Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou." Todas as perguntas que fiz no início, estão enquadradas neste sofisma proposto por Satanás. Em nenhum momento do texto de Romanos Paulo sustenta tais erros. Ao contrário, Paulo resgata a essência da questão nos versos 26 e 27. Por que tem que ser assim? Por que Deus tem que pagar o preço? E Para que Ele decide fazê-lo? Em primeiro lugar: "Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus." (v. 26) Deus foi acusado por Satanás de ser Tirano e Injusto ao exigir obediência. Ao pagar o preço do Pecado que Ele, Deus, nunca cometeu, a acusação falsa é desmascarada, e as intenções de Satanás se tornam evidentes. Deus demonstra toda Sua justiça, e adquire o status de JUSTIFICADOR, podendo comunicar tal justiça a todo aquele que crê. Em segundo lugar: "Onde está logo a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não; mas pela lei da fé." (v. 27) O plano de humilhação e misericórdia proposto e aceito por Deus extermina aquela que é a raiz de todo o mal - a Jactância, o Orgulho. No plano de Deus, a condição básica para salvação é o reconhecimento de que precisamos d'Ele. É o reconhecimento de que n'Ele encontran-se todas as repostas, inclusive as das perguntas com as quais nem ainda sonhamos. Enfim, muito mais do que um Salvador ou Redentor, carecemos de alguém que nos guie os passos nesse mundo escurecido pelo pecado. Precisamos de um Senhor!! E esta é a grande dificuldade. O egoísmo do coração humano pecaminoso repele qualquer noção ou proposta de submissão ao Senhorio de Deus. Por isso, precisamos de fé e de poder. Algo em nós precisa ser subjugado. Nesse sentido, e somente nesse sentido, é que podemos concluir o que está no verso 28: "Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei." A questão não é, nem nunca foi a lei, mas sim nossa total incapacidade frente ao padrão por ela exigido. A questão é simplismente a de que se pudessemos fazer algo por nossa salvação que não estivesse ancorado na fé, chegaríamos diante de Deus com todo nosso orgulho e dedo em riste fazendo exigências e querendo controlar a Deus. Quando nos deparamos com Sua lei, chegamos a compreensão plena de quão distantes estamos daquilo que era a Imgagem de Deus, e de quanto necessitamos d'Ele em graça e bondade para que tal Imagem seja recuperada. Glória a Deus por sua infinita misericórdia e inabalável paciência em nos esperar até que decidamos por Ele.
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