Comentário da lição 2009-12-12 PDF Imprimir
Escrito por Moises Sanches   
Sex, 11 de Dezembro de 2009 11:45
Estamos de volta à velha e reincidente prática do povo de Israel – conformidade com o mundo.
É incrível como aquelas pessoas parecem não aprender, ainda que Deus tente por todos os meios apresentar-lhes Seus planos e elevados propósitos para a nação de Israel.
Mas também é por demais interessante observar como Satanás muda suas táticas, teste após teste, verificando que o modelo anterior não funcionou como gostaria.
Não sendo possível amaldiçoar o povo, e nem conduzir o reino de Moabe à batalha contra Israel, a tática se inverte, e o caído profeta de Deus, se torna o instrutor do aliciamento.
Se não é possível vencê-los, juntem-se a eles, e torne-os seus amigos. Assim procedem os moabitas, ou melhor, AS moabitas, ao se aproximarem de Israel, ou melhor, dos Filhos de Israel, aliciando-os nas suas fraquezas – Moral e fé.  
Que Israel ainda sinta saudades dos deuses tangíveis, materiais, visíveis, do antigo Egito não parece novidade, embora estejamos falando da segunda geração de Israel no deserto, mas, que após 40 anos diante da santidade do ritual do santuário, este povo não tenha aprendido sobre pureza e integridade, isso sim parece absurdo.
É exatamente nesse ponto que Satanás encontra a cunha para retardar a chegada do povo a terra prometida.
Mas, o que podemos aprender desse episódio para o tempo atual em que vivemos?
A questão da idolatria, quando olhada sob a perspectiva de adoração e sacrifício a outros deuses, não parece a primeira vista ser o problema de laodicéia, mas, vejamos o texto que para nós foi postado na carta à sétima igreja do apocalipse.
“Rico sou, de nada tenho falta”. “És morno...”
O que isso quer dizer? Bem, parece que satanás mudou de tática outra vez. Em lugar de atrair-nos aos deuses do Egito, escolheu privar-nos do Deus do céu por uma enganosa sensação de auto-suficiência na fé. Temos tanto conhecimento teórico e tão pouco vivencial, que ficamos presos em nossas racionalizações da verdade, perdendo de vista a terra prometida, e, em conseqüência disso, alteramos o perfil daqueles que deveriam estar viajando pra lá.
Na mesma medida que Israel, paramos de marchar e nos conformamos com o presente século.
Temos um Deus tão grandioso como o de Israel, mas, não precisamos dele pois os moabitas do século XXI não estão guerreando conosco. Estamos em paz, e como tudo vai bem, não precisamos tanto assim de Deus.
Como estamos parados, começamos a nos preocupar com a estabilidade do lugar de parada, e sem nos darmos conta, gastamos mais tempo com as coisas deste lugar do que com aquelas que implicam em nossa viagem através do Jordão.
Nos iludimos com as ofertas fantásticas da terra de moabe, ao ponto de nos esquecermos das promessas superlativas de Deus.
Não seria isso uma forma requintada (e velada) de idolatria da pós-modernidade?
Na carona das muitas necessidades criadas pelo consumismo do presente século, está a exacerbação do prazer etéreo, de alta intensidade e de caráter viciante – a Sensualidade.
É redundante falar sobre isso. De roupas à filmes, de hábitos a olhares, tudo ao nosso redor parece procurar um pouco mais de pele para se olhar, um pouco mais de prazer a se desfrutar, um pouco mais de coisas pra se experimentar.
A pergunta que não quer calar é a seguinte:
Como tem se comportado as meninas, moças e mulheres moabitas de hoje? O que tem ocupado o pensamento dos filhos – meninos, moços e homens do Israel de hoje?
Me sinto receoso de perguntar por me sentir quadrado ao dizer o que é preciso, mas, quando você se levanta todos os dias e tem que decidir sobre o que vestir, como andar, como se sentar, como olhar, o que fazer, até onde permitir e se permitir, em que terra você pensa pra tomar tais decisões  - nessa ou na prometida?
Não gosto de receitas de bolo do tipo – isso pode, tal comprimento é o correto, tal material é melhor que outro...etc...
Mas gostaria de deixar uma receita em forma de perguntas pois, os conselhos, Deus já os escreveu na carta a Laodicéia.
Em que e em quem você pensa, e, pra quem você se pergunta se está tudo bem ao tomar decisões simples de todos os dias ao:
- Essa roupa está bem?
- Esse olhar está bem?
- Esse toque está bem?
- Esse lugar está bem?
- Essa pessoa está bem?
- Com essa pessoa está bem?
- Até aqui está bem?
- Essa palavra está bem?
- Essa liberdade está bem?
Em suma, quando você se olha antes de sair de casa, ou quando você se vê ao retornar pra casa, é possível responder afirmativamente a pergunta com sinceridade de alma:
O mundo vai ver ou viu em você um embaixador de Cristo? O mundo vai perceber ou percebeu hoje que seu lugar não é aqui? O mundo vai entender ou entendeu que você está de malas prontas e caminhando para a terra prometida?
Pense nisso, e... lembre-se, “O justo viverá por fé”.
Deus te abençoe.
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